Grande parte dos nossos livros didáticos considera que Isabel Cristina Leopoldina Augusta Miguela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1846 — Eu, França, 14 de novembro), conhecida vulgarmente como Princesa Isabel foi a grande salvadora dos escravos. Isso é um fato, mas o que me levou a escrever este texto foi a própria Lei Áurea.
Quando embarquei nesta pesquisa percebi algumas curiosidades (ou seriam contradições?), como por exemplo, o fato da praça se chamar Tiradentes, e a grande estatua ser do imperador. Todavia, isso não entra em questão…
Voltando ao assunto Lei Áurea, leia:
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:
Art. 1°: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
Art. 2°: Revogam-se as disposições em contrário.
Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.
O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
O que me chamou a atenção na lei foi o (.), que poderia ser (…). Os negros ganharam a liberdade, mas não souberam lidar com ela. Agora, a responsabilidade não era mais do Império ou dos senhores, e sim dos novos homens livres.
Como antecedente da lei, pode-se considerar a influencia européia, especialmente a inglesa, visto que o Brasil foi o ultimo pais a libertar os escravos. As multinacionais cresciam na Inglaterra, que tinha interesses em comercializar com o Brasil. O grande problema é que: “homem livre compra, escravo não compra”. Esta é a causa dos interesses ingleses.
Hoje, considero a atitude da princesa uma estratégia política digna da inteligência dela, para manter um terceiro reinado, que ganhou força com a velhice de Pedro II. Mais um fato a ser levado em consideração.
O segundo imperador era popular, amigo do povo e da elite, mas a princesa não. Em comparação com a figura do pai, ela era até apagada, principalmente por estar casada com um estrangeiro não muito querido do povo brasileiro. A lei áurea firmaria sim uma popularidade de Isabel, que contaria, a partir daí com a o apoio do povo ao tratar da permanência do império.
Isabel sem duvida era a favor da liberdade dos escravos, o que pode ser comprovado por outros documentos. Então por que ela não os libertou antes? Acredito que a decisão de assinar a lei áurea está diretamente ligada ao adoecimento de Pedro II. Agora, de qual forma está ligada, isso não sei. Provavelmente para criar um império que nem chegou a existir ao pé da letra, o império de Princesa Isabel. Uma coisa ninguém pode negar: de mera figurante, Isabel, Isabel virou uma das protagonistas da história imperial.
Os senhores não sabiam viver mais sem os escravos, e os ex escravos não sabiam lidar com a recém liberdade. Conflitos políticos e ideológicos contribuíram para o rápido fim da monarquia.